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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Semana Santa da Paróqua do São Cristóvão


A Paróquia São Cristóvão realizou as atividades da Semana Santa com uma programação litúrgica que incluiu procissões, adorações, encenações teatrais da Via Sacra e vigílias. O Domingo da Páscoa foi marcado pela celebração da Ressurreição de Cristo, na Capela de São Francisco de Assis (Comunidade do Parque Sábias). A celebração reuniu todas as comunidades do São Cristóvão, que saíram em procissão dos seus locais de origem às 4h e foram recepcionadas pela comunidade anfitriã com um café da manhã.

O Mistério Pascal é considerado o fato primordial da fé e o centro de todas as celebrações litúrgicas cristãs. Histórica e teologicamente, o ano litúrgico se desenvolveu com uma ação pascal (paixão, morte e ressurreição) e da redenção de Jesus.

A tradição do povo quis recordar os últimos acontecimentos históricos de Jesus de Nazaré. Não se trata apenas de recordar fatos passados, mas de um memorial que deve ser atualizado pelos fiéis. A Semana Santa é semana do encontro com Cristo ressucitado: nas celebrações litúrgicas, na sua palavra e pessoa dos irmãos.











quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ciclo Pascal: entender para melhor vivenciar

Texto de Carlos Magno Ericeira

O ciclo da páscoa no ano litúrgico da Igreja é dividido em duas partes (Quaresma e Páscoa). A quaresma que vai da quarta-feira de cinza até a quinta feira santa pela manhã é o tempo de preparação onde o cristão através do jejum, da misericórdia e da oração é convidado a buscar a conversão. A páscoa inicia-se com o tríduo pascal da morte e ressurreição de Jesus e constitui-se o centro de toda vida de fé das comunidades cristãs e do ano litúrgico, começando com a celebração da ceia do Senhor na quinta-feira Santa à noite, o tríduo tem seu cume na solene vigília pascal e se encerra na tarde do domingo da ressurreição.

A simbologia destes dias é de fundamental importância no contexto comunicativo das celebrações, exigindo assim das equipes celebrativa cuidados ainda maiores do que o habitual do resto do ano. As acolhidas, os ornamentos, os gestos a disposição dos móveis e utensílios e os cuidados com a preparação minuciosa das celebrações, assumem características fundamentais para exaltar o Cristo e levar o cristão a assumir uma profunda transformação de vida.

A quinta-feira Santa assume um tom festivo, com flores, velas, etc. a cor litúrgica utilizada é a branca, pode-se utilizar o costume judaico de começar acendendo a menorá (candelabro de sete velas), o rito do lava-pés representa o assumir a mística do viver em comunidade e se possível pode-se ligar o momento com o tema da Campanha da Fraternidade. É importante dar a celebração uma dimensão de refeição e ceia, a comunhão pode ser com pães ázimos e em duas espécies e ao final da celebração fazer um ágape fraterno, esta celebração comemora a instituição da eucaristia e onde for costume fazer adoração ao santíssimo sacramento.

A sexta-feira Santa tem um tom de despojamento e simplicidade, sem toalhas, sem candelabro em sinal de luto e de dor a comunidade mergulha no mistério da morte, a cor dos paramentos é o vermelho, sinal do sangue derramado na cruz. O silêncio ocupa um lugar de muita importância na mística e na dinâmica da celebração, gestos de ajoelhar-se e prostrar-se enriquecem a reflexão. A leitura da paixão, a oração universal e a adoração da cruz são momentos que se tornam sinais de uma comunidade orante.

O sábado santo (vigília pascal) não deve iniciar antes do pôr-do-sol, em algumas comunidades começa a meia-noite fazendo assim o aleluia da ressurreição com o nascer do Sol. A cor sugerida é o branco ou o amarelo. Esta é mãe de todas as vigílias na Igreja e tem no contexto de sua dinâmica uma riqueza imensa de símbolos e gestos, o fogo, as velas, as músicas populares, a caminhada, a invocação de todos os elementos, a abertura da portas do templo, a liturgia da palavra, etc. querem introduzir o povo orante no mistério da ressurreição e pela vitória de Cristo sobre a morte.Iniciar a caminhada da Igreja liberta.

Para o Cristão Católico vivenciar profundamente estes momentos deve constituir-se algo essencial para vivencia da fé, a páscoa na Igreja é o sinal da redenção de Cristo, buscar maior conhecimento e vivenciar este ciclo torna-se, portanto um sinal de que como seguidores estamos intimamente sintonizados com o Pai.